Confraternização

Temos observado que a geração mais jovem, lentamente, vem-se voltando novamente para Jesus no mundo ocidental. Muitos estiveram afastados por longo tempo e, agora, desejosos de um sentido mais profundo para suas vidas, parecem retornar ao cristianismo.

A atual Copa do Mundo, uma das maiores já realizadas, tem dado muito o que falar. Em um dos jogos do Brasil, a televisão americana, na Filadélfia, destacou a alegria e a musicalidade brasileira. Jogadores chegaram a se ajoelhar no gramado e orar, confraternizando-se, vencedores e vencidos, em gestos de respeito e oração conjunta. São sinais que podem ser considerados positivos e que chamam a atenção para a manifestação do respeito e do amor entre os povos.

A Terra, contudo, tem sofrido historicamente com as agressões humanas e com as guerras, que continuam presentes em diversos pontos do planeta, agora com poderio bélico ainda mais destrutivo. Torna-se, portanto, necessário o rápido crescimento do sentimento de fraternidade entre os homens. Nesse sentido, os atletas, em diversas modalidades, vêm sinalizando atitudes de respeito e confraternização.

Não apenas no futebol, mas também no voleibol feminino e masculino, em competições internacionais de diferentes modalidades, observa-se com frequência jovens atletas que se respeitam mutuamente, celebrando a vitória do outro. Evidentemente, há exceções, mas, de modo geral, tais gestos têm tocado o público antes e depois das competições.

No livro Paz e Renovação, psicografado por Paz e Renovação, encontramos, no texto intitulado Diante da Terra, um comentário atribuído ao espírito Emmanuel, no qual se afirma que o mundo, em todos os tempos, é como uma casa em reforma, regida pela lei do progresso, atravessando constantes mudanças e dificuldades educativas.

Segundo esse ensinamento, o progresso é um caminho contínuo. Por isso, é natural que surjam oposições e obstáculos sempre que o ser humano se dedica à construção do bem comum. A Terra pede cooperação no levantamento do bem coletivo, e a ordem não é a fuga da realidade, mas a sua compreensão e adaptação.

Em síntese, somos chamados a viver no mundo para compreender e aprimorar a vida em nós mesmos, servindo ao próximo sem perder nossa identidade, avançando sem, contudo, deixar para trás aqueles que caminham ao nosso lado.

Todos estamos reencarnados neste mundo para nosso aprimoramento espiritual. Alguns em tarefas sacrificiais, outros em missões específicas, outros ainda em processos expiatórios, mas todos em experiências necessárias ao crescimento do espírito imortal.

Nesse contexto, cabe-nos a tarefa de progredir individual e coletivamente.

Hoje, o mundo se mobiliza em torno dos jogos esportivos de diversas modalidades. A Copa do Mundo, em particular, constitui não apenas uma forma de entretenimento, mas também uma oportunidade de aproximação entre povos. Nações que raramente teriam contato se encontram, convivem e, em muitos casos, manifestam gestos de respeito e paz.

Se tudo transcorre em clima de harmonia, a fraternidade vai-se instalando, ainda que lentamente, entre os povos representados. Alguns poderiam considerar tais eventos como mera perda de tempo; outros, porém, podem vê-los como uma oportunidade simbólica de aproximação e paz entre as nações.



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