Rogativas pela Paz

A Terra, belicosa como sempre em sua história evolutiva, necessita despertar as consciências para o amor e a paz. As preces elevadas, em todo o mundo, rogando pela paz certamente alcançam os Espíritos superiores e Jesus, nosso Governador espiritual.

É muito lamentável vermos o nosso planeta, séculos após a passagem do Divino Messias, que nos trouxe os ensinamentos de amor, perdão e compaixão, ainda estagiando em sentimentos inferiores, mergulhado em imensa brutalidade, quando irmãos, filhos de Deus, agem contra irmãos como se fossem animais selvagens em lutas incessantes.

Na questão 742 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta qual é a causa que leva o homem à guerra, e os Espíritos respondem que ela decorre da predominância da natureza animal sobre a espiritual e da satisfação das paixões. Comentam que, no estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte; por isso, a guerra lhes é um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque ele lhe evita as causas e, quando se faz necessária, sabe aliá-la à humanidade.

Refletindo sobre essas linhas, vemos o quanto ainda estamos atrasados, pois, desde que o homem despontou para a razão, em nenhum momento o desejo de poder deixou de provocar guerras. Talvez a única exceção tenha sido o período que antecedeu a vinda de Jesus à Terra, quando os povos subjugados por Roma mantiveram relativa paz durante o reinado de Otávio Augusto. Ainda assim, tratava-se de uma paz imposta, pois viviam sob o domínio romano.

Na questão 743 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta se um dia a guerra desaparecerá da face da Terra, e os Espíritos respondem que sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então, todos os povos serão irmãos.

Desejamos a paz, e milhares de corações, em todo o planeta, oram por ela.

Precisamos aprender a mansidão e a não violência, para conquistarmos a paz interior e não nos deixarmos consumir pela cólera nem pela falta de diálogo.

Não é preciso ir muito longe para constatar que a agressividade provoca pequenas guerras nos lares, entre familiares e até na mesma nação, em razão da intolerância. Pacifiquemo-nos para que nos tornemos verdadeiros pacificadores.

Há uma questão muito séria para meditação: a de número 745, do mesmo livro. Nela, Kardec pergunta o que pensar daquele que suscita a guerra em proveito próprio. Os Espíritos respondem que esse é o verdadeiro culpado e que necessitará de muitas existências para expiar todos os homicídios dos quais foi a causa, porque responderá por cada homem cuja morte provocou para satisfazer sua ambição.

Vão orgulho! Tola vaidade! Triste egoísmo o daquele que fomenta a morte e a destruição com esse propósito! Aqueles que conhecem a reencarnação já compreendem que, usando a inteligência para o mal, inevitavelmente sofrerão as consequências de seus atos, até aprenderem a amar.

O amor cobre a multidão dos pecados, bem o sabemos. Mas, quando o egoísmo assoma e prevalece porque o amor ainda não desabrochou, a dor surge como remédio e socorro.

Que vençamos o egoísmo. Oremos pela Terra. Paz em nós!



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