Sugerindo respeito

Estamos nos aproximando das eleições.

Poderemos ter o mesmo governo ou outro, não o sabemos. Dependerá da escolha da maioria.

Nosso jornal não é político nem afeito a discussões dessa natureza. Aqui falamos do Espiritismo e das lições de Jesus. Uma de suas mais sábias lições nos ensina a tratar os outros como gostaríamos de ser tratados.

Por que, então, falar de eleições agora? Pelo simples desejo de lembrar que todos, independentemente da escolha que façam, merecem respeito.

Temos ouvido inúmeros relatos de famílias que se afastaram, entraram em conflito e deixaram de conversar por causa de opiniões políticas. Há poucos dias, ouvimos o relato sobre uma família de irmãos que discutiram tanto por causa desse assunto que, não suportando a contrariedade, chegaram à agressão física. Adultos que deveriam dar exemplo de maturidade emocional atacaram-se numa demonstração de infância espiritual. Depois disso, deixaram de conversar e não se perdoam. Infelizmente, esse não é um caso isolado.

Este é, portanto, um momento de união fraternal. Devemos aproveitar a oportunidade divina de estarmos reencarnados neste mundo de provações para nos dedicarmos ao amor e ao bem.

Há pessoas maravilhosas, de diferentes credos religiosos ou mesmo sem religião, que realizam trabalhos dignificantes em favor do progresso moral da Terra. Esforçam-se pelo bem, a ponto de renunciarem a si mesmas. São Espíritos que compreenderam que a vida deve ser vivida em favor do crescimento espiritual e, sobretudo, do aprendizado do amor.

Engana-se quem pensa que querelas e litígios resolverão seus problemas. É preciso caminhar para a paz.

Nesse cenário de convivência, a família assume importância especial, por ser o campo de aprendizado mais próximo de cada um.

Observamos que as famílias estão ficando cada vez menores e, surpreendentemente, parecem crescer as desavenças. Houve um tempo em que eram numerosas e todos cuidavam uns dos outros. Respeitava-se a opinião política individual, a fraternidade era intensa, pessoas de diferentes origens conviviam em harmonia e eram simplesmente amigas. Isso não é saudosismo, mas uma realidade que precisamos resgatar: a amizade fraterna, o amor na convivência. Precisamos afastar-nos um pouco das máquinas e aproximar-nos das pessoas, redescobrindo o prazer de estarmos juntos.

Que importa se alguém de quem gostamos não compartilha nossa opinião? Não será orgulho querer que todos pensem como nós?

É contra esse orgulho milenar que devemos agir, e não uns contra os outros. Caminhemos fraternalmente, com generosidade, relacionando-nos em paz e lembrando o Mestre Jesus: “Um mandamento vos deixo: que vos ameis uns aos outros.”

Nas palavras de Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, em Fonte Viva, quando sustentamos a contenda com o próximo, uma tempestade destruidora de sentimentos desarvora nosso coração. Ideais superiores e aspirações sublimes podem desabar quando o desequilíbrio e a violência nos fazem retornar ao egoísmo que já havíamos superado.

Evitemos a agressão. Respeitemos. Eduquemo-nos para a convivência pacífica. Amemo-nos.



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