União e Fraternidade

As pessoas esclarecidas estão cansadas da violência e da agressão. Compreendem que o mais forte é aquele que tem domínio sobre si mesmo e opta pelo respeito aos seus semelhantes.

O mundo está cheio de dissensões, e os rumores de guerras impressionam, provocando o aumento das preces pela paz em toda a Terra.

O Brasil não está distante disso. Observamos o povo brasileiro — considerado generoso e amado pelos estrangeiros que visitam o país — envolvido em desentendimentos infantis, principalmente na política. Onde já se viu famílias se separarem por pontos de vista diferentes? Amigos deixarem de conversar por opiniões políticas divergentes? Temos visto muito isso.

É preciso lembrar o valor do respeito. A maturidade emocional é capaz de promover a troca de ideias diferentes, respeitando-se a opinião do outro, sem conflitos. É muito bom manter um diálogo respeitoso, mesmo com opiniões divergentes, pois sempre se pode aproveitar uma boa ideia. Não é saudável ater-se apenas ao grupo que compartilha das mesmas ideias, pois pode haver cristalização e fanatismo. Precisamos aprender a aceitar a opinião alheia.

Esse é um dos caminhos para evitar guerras: o diálogo entre as nações.

Comentar isso é fácil; na prática, ainda esbarramos no orgulho e no egoísmo, que os espíritos elevados nos apontam como os maiores obstáculos que ainda enfrentamos na Terra.

O Brasil precisa se unir, ser fraterno. Os que se dizem cristãos devem respeitar-se uns aos outros, pois, como disse Jesus certa feita a João: “Aquele que não é contra nós é por nós”, referindo-se ao jovem que não fazia parte do grupo dos apóstolos e que curava obsediados em Seu nome.

Todos os trabalhadores do bem, independentemente de sua crença religiosa, são trabalhadores de Jesus e precisam respeitar-se mutuamente.

Quem prefere a violência ainda se encontra na infância espiritual, necessitando amadurecer.

Recordando o espírito Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, no livro Fonte Viva, na página intitulada “União Fraternal”, encontramos os seguintes dizeres — aqui resumidos:

“Une-te aos outros, sem exigires que os outros se unam a ti.

Procura o que seja útil e belo, santo e sublime, e segue adiante.

Não nos esqueçamos de que a unidade espiritual é serviço básico da paz.

Honra a cada um dos que trabalham no bem, com teu gesto de compreensão e serenidade, convencido de que somente pelas raízes do entendimento pode sustentar-se a árvore da união fraterna, que todos ambicionamos robusta e farta.

Aproxima-te de cada servidor do bem, oferecendo-lhe o melhor que puderes, e ele te responderá com a sua melhor parte.”

A guerra é sempre o fruto venenoso da violência.

A contenda estéril é resultado da imposição.

A união fraternal é o sonho sublime da alma humana; entretanto, não se realizará sem que nos respeitemos uns aos outros, cultivando a harmonia no ambiente em que fomos chamados a viver.

Pensemos nisso. Aproximemo-nos daqueles que ainda ignoram o bem, para auxiliar; mas estejamos também com os que já sabem amar, em nossa jornada diária.

Sejamos mansos.



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